Senado argentino cede à pressão religiosa e rejeita lei do aborto

País continua com Lei de 1921 que prevê prisão de até 4 anos para mulheres que cometem aborto

Escrito por: Redação CNTRV • Publicado em: 09/08/2018 - 09:44 Escrito por: Redação CNTRV Publicado em: 09/08/2018 - 09:44

Divulgação Internet Manifestantes choram com o resultado da votação

                A Casa Alta, como é chamado o Senado argentino, rejeitou a Lei do Aborto que havia sido  aprovada pela Câmara dos Deputados em junho. O PL dava às mulheres argentinas o direito de abortar, de forma segura e gratuita, a gravidez de até 14 semanas. Os movimentos feministas e de luta pelos direitos das mulheres lamentaram o voto de 38 senadores contrários ao PL. Em votação apertada, iniciada na quarta, 8, e encerrada nas primeiras horas dessa quinta-feira, 9, o PL recebeu 31 votos favoráveis. Segundo analistas políticos, o que pesou na rejeição foi a influência religiosa no Senado, que deveria ser laico.

                A presidenta da CNTRV, Cida Trajano, que na quarta-feira, se juntou às mulheres argentinas numa manifestação na Plaza de Mayo,  favorável ao PL, também lamenta o retrocesso. “Não era o que as mulheres argentina esperavam. A aprovação do PL na Câmara foi uma grande vitória, mas, infelizmente, os interesses religiosos sobressaíram sobre os interesses do Estado e da população. Contudo, temos certeza que a luta por esse direito, que é fundamental à vida das mulheres, irá continuar, não só na argentina, mas também no Brasil e em toda a América Latina”.

Título: Senado argentino cede à pressão religiosa e rejeita lei do aborto, Conteúdo:                 A Casa Alta, como é chamado o Senado argentino, rejeitou a Lei do Aborto que havia sido  aprovada pela Câmara dos Deputados em junho. O PL dava às mulheres argentinas o direito de abortar, de forma segura e gratuita, a gravidez de até 14 semanas. Os movimentos feministas e de luta pelos direitos das mulheres lamentaram o voto de 38 senadores contrários ao PL. Em votação apertada, iniciada na quarta, 8, e encerrada nas primeiras horas dessa quinta-feira, 9, o PL recebeu 31 votos favoráveis. Segundo analistas políticos, o que pesou na rejeição foi a influência religiosa no Senado, que deveria ser laico.                 A presidenta da CNTRV, Cida Trajano, que na quarta-feira, se juntou às mulheres argentinas numa manifestação na Plaza de Mayo,  favorável ao PL, também lamenta o retrocesso. “Não era o que as mulheres argentina esperavam. A aprovação do PL na Câmara foi uma grande vitória, mas, infelizmente, os interesses religiosos sobressaíram sobre os interesses do Estado e da população. Contudo, temos certeza que a luta por esse direito, que é fundamental à vida das mulheres, irá continuar, não só na argentina, mas também no Brasil e em toda a América Latina”.



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