PIS: Com Bolsonaro, trabalhadores do ramo vestuário poderão perder o benefício

Atualmente, cerca de 80% dos trabalhadores no setor recebem o abano salarial

Escrito por: Redação CNTRV • Publicado em: 09/02/2019 - 14:53 • Última modificação: 09/02/2019 - 15:11 Escrito por: Redação CNTRV Publicado em: 09/02/2019 - 14:53 Última modificação: 09/02/2019 - 15:11

Reprodução

    Um levantamento feito junto aos sindicatos filiados na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Vestuário da CUT, CNTRV, concluiu que cerca de 70% dos trabalhadores nas indústrias têxteis e de confecções, beneficiamento do couro e produção de calçados recebem o abano salarial do PIS (Programa de Integração Social). Isso porque a maioria dos empregados nestes setores têm rendimento mensal inferior a dois salários mínimos, o que de acordo com a regra atual, garante o direito ao benefício no valor máximo de 998 reais.


    Acontece que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) vem tentando consolidar uma proposta em que o pagamento do PIS seja garantido somente para quem recebe até 1 salário mínimo mensal. Nesta semana, matérias publicadas nos principais veículos de imprensa do país, afirmaram que a proposta fará parte da reforma da Previdência que prevê vários outros retrocessos como idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, tempo de contribuição de 40 anos para aposentadoria integral e possibilidade de que os valores dos benefícios pagos pelo INSS sejam inferiores ao salário mínimo.


    Para Cida Trajano, presidenta da CNTRV, a proposta do governo é devastadora. “As categorias representadas por sindicatos mais combativos conquistaram um piso salarial acima do nacional. Com o fim do PIS para os que recebem até dois salários mínimos, esses trabalhadores perderão cerca de 8% de seus rendimentos anuais. Além disso, as demais propostas da reforma são absolutamente injustas e poderão levar milhões de idosos à mais profunda miséria”, denuncia.

 

“Ninguém mais vai receber PIS”

    A direção do Sindicato dos Calçadistas de Jaú, cidade localizada no interior do estado de São Paulo,  está alertando os trabalhadores: “Caso essa proposta (de rebaixar para 1 salário mínimo o teto salarial para o pagamento do PIS) seja encaminhada e aprovada pelo Congresso, ninguém mais receberá o PIS na categoria”, afirma Miro Jacintho, presidente da entidade. Segundo levantamento do DIEESE, a média salarial dos calçadistas de Jaú está próxima a um salário mínimo e meio.

     Em Sorocaba, também no interior paulista, os trabalhadores e trabalhadoras na indústria do vestuário estão apreensivos. “Em nossas visitas nos locais de trabalho, estamos alertando a categoria sobre esta grave ameaça”, destacou Paula Proença, presidenta da entidade. Em cidades como Franca (SP), que é um dos maiores polos calçadistas do país, Ipirá (BA), Colatina (ES), Natal (RN), Sapiranga (RS), Pouso Alegre (MG), em todo o estado do Ceará, assim como nas demais cidades onde o piso salarial é superior a 998 reais, os trabalhadores do ramo vestuário também deixarão de receber o abono salarial do PIS.

Luta e mobilização

    O presidente do Sindicato dos trabalhadores têxteis de Natal chama a atenção para a importância da mobilização nos locais de trabalho. “Vamos resistir e lutar até o fim contra a reforma da Previdência e todas as propostas que retiram direitos e diminuem a renda dos trabalhadores. A mobilização nos locais de trabalho deve ser permanente, pois será preciso muita organização e luta para combater tantos retrocessos”, destaca Nogueira.

Título: PIS: Com Bolsonaro, trabalhadores do ramo vestuário poderão perder o benefício, Conteúdo:     Um levantamento feito junto aos sindicatos filiados na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Vestuário da CUT, CNTRV, concluiu que cerca de 70% dos trabalhadores nas indústrias têxteis e de confecções, beneficiamento do couro e produção de calçados recebem o abano salarial do PIS (Programa de Integração Social). Isso porque a maioria dos empregados nestes setores têm rendimento mensal inferior a dois salários mínimos, o que de acordo com a regra atual, garante o direito ao benefício no valor máximo de 998 reais.     Acontece que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) vem tentando consolidar uma proposta em que o pagamento do PIS seja garantido somente para quem recebe até 1 salário mínimo mensal. Nesta semana, matérias publicadas nos principais veículos de imprensa do país, afirmaram que a proposta fará parte da reforma da Previdência que prevê vários outros retrocessos como idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, tempo de contribuição de 40 anos para aposentadoria integral e possibilidade de que os valores dos benefícios pagos pelo INSS sejam inferiores ao salário mínimo.     Para Cida Trajano, presidenta da CNTRV, a proposta do governo é devastadora. “As categorias representadas por sindicatos mais combativos conquistaram um piso salarial acima do nacional. Com o fim do PIS para os que recebem até dois salários mínimos, esses trabalhadores perderão cerca de 8% de seus rendimentos anuais. Além disso, as demais propostas da reforma são absolutamente injustas e poderão levar milhões de idosos à mais profunda miséria”, denuncia.   “Ninguém mais vai receber PIS”     A direção do Sindicato dos Calçadistas de Jaú, cidade localizada no interior do estado de São Paulo,  está alertando os trabalhadores: “Caso essa proposta (de rebaixar para 1 salário mínimo o teto salarial para o pagamento do PIS) seja encaminhada e aprovada pelo Congresso, ninguém mais receberá o PIS na categoria”, afirma Miro Jacintho, presidente da entidade. Segundo levantamento do DIEESE, a média salarial dos calçadistas de Jaú está próxima a um salário mínimo e meio.      Em Sorocaba, também no interior paulista, os trabalhadores e trabalhadoras na indústria do vestuário estão apreensivos. “Em nossas visitas nos locais de trabalho, estamos alertando a categoria sobre esta grave ameaça”, destacou Paula Proença, presidenta da entidade. Em cidades como Franca (SP), que é um dos maiores polos calçadistas do país, Ipirá (BA), Colatina (ES), Natal (RN), Sapiranga (RS), Pouso Alegre (MG), em todo o estado do Ceará, assim como nas demais cidades onde o piso salarial é superior a 998 reais, os trabalhadores do ramo vestuário também deixarão de receber o abono salarial do PIS. Luta e mobilização     O presidente do Sindicato dos trabalhadores têxteis de Natal chama a atenção para a importância da mobilização nos locais de trabalho. “Vamos resistir e lutar até o fim contra a reforma da Previdência e todas as propostas que retiram direitos e diminuem a renda dos trabalhadores. A mobilização nos locais de trabalho deve ser permanente, pois será preciso muita organização e luta para combater tantos retrocessos”, destaca Nogueira.



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