Ministério Público do Trabalho desqualifica argumento de Michel Temer para flexibilização dos direitos trabalhistas

Para o órgão, a reforma trabalhista é a mesma que os setores empresariais sempre tentaram impor no país e o argumento sobre criação de novos postos de trabalho não passa de uma estratégia de marketing

Escrito por: Redação CNTRV (Com informações da CUT e MPT) • Publicado em: 26/01/2017 - 09:49 Escrito por: Redação CNTRV (Com informações da CUT e MPT) Publicado em: 26/01/2017 - 09:49

Divulgação

A Central Única dos Trabalhadores participou, na tarde da última quarta-feira (24) de um encontro promovido pelo Ministério Público do Trabalho com 29 instituições que assinaram um documento afirmando, dentre outras questões, que as Reformas promovidas por Temer irão aprofundar a desigualdade social no país.

                Segundo o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, o argumento de que a flexibilização das leis trabalhistas incentivaria a criação de empregos é falso. “Todas essas propostas já existiam antes da crise econômica. Nenhuma proposta é 100% inovadora. Quando o Brasil surfava em uma situação altamente favorável, essas propostas já existiam e eram defendidas pelos mesmos grupos econômicos e políticos. Esse argumento cai por terra a partir do momento em que essas propostas idênticas foram apresentadas quando o Brasil tinha uma economia pujante”, argumentou.

                As instituições presentes, dentre elas Centrais, Confederações e Federações sindicais se comprometeram em constituir o Fórum Interinstitucional de Defesa do Direito do Trabalho e da Previdência Social. O objetivo será a promoção da união da sociedade para combater as reformas previdenciária e trabalhista.

Título: Ministério Público do Trabalho desqualifica argumento de Michel Temer para flexibilização dos direitos trabalhistas, Conteúdo: A Central Única dos Trabalhadores participou, na tarde da última quarta-feira (24) de um encontro promovido pelo Ministério Público do Trabalho com 29 instituições que assinaram um documento afirmando, dentre outras questões, que as Reformas promovidas por Temer irão aprofundar a desigualdade social no país.                 Segundo o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, o argumento de que a flexibilização das leis trabalhistas incentivaria a criação de empregos é falso. “Todas essas propostas já existiam antes da crise econômica. Nenhuma proposta é 100% inovadora. Quando o Brasil surfava em uma situação altamente favorável, essas propostas já existiam e eram defendidas pelos mesmos grupos econômicos e políticos. Esse argumento cai por terra a partir do momento em que essas propostas idênticas foram apresentadas quando o Brasil tinha uma economia pujante”, argumentou.                 As instituições presentes, dentre elas Centrais, Confederações e Federações sindicais se comprometeram em constituir o Fórum Interinstitucional de Defesa do Direito do Trabalho e da Previdência Social. O objetivo será a promoção da união da sociedade para combater as reformas previdenciária e trabalhista.



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