Metalúrgicos da CUT repudiam campanha da Fiesp: 'O que está por trás do pato?'

Para entidade, tanto a Fiesp, quanto os setores da sociedade que ela representa, nunca pagaram o pato. Pela tradição da elite empresarial do país, quem sempre paga o pato é a classe trabalhadora

Escrito por: Rede Brasil Atual • Publicado em: 30/03/2016 - 16:35 Escrito por: Rede Brasil Atual Publicado em: 30/03/2016 - 16:35

A Federação dos Metalúrgicos ligados à CUT de São Paulo (FEM-CUT/SP) divulgou na noite de ontem (29) manifesto em que contesta e repudia a postura adotada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na construção do golpe que visa destituir a presidenta Dilma Rousseff do cargo conquistado pela expressão do voto popular, nas eleições de 2014. Na nota, os trabalhadores lembram que a entidade que representa diversas associações patronais repete agora o papel que cumpriu como colaboradora dos ataques à legalidade democrática que culminaram no golpe militar de março de 1964, do qual foi grande beneficiária: "grande apoiadora desse regime de exceção", diz o comunicado.

Os metalúrgicos afirmam que a real intenção da entidade atualmente presidida por Paulo Skaff tem por objetivo, ao apoiar abertamente o impeachment de Dilma, atacar direitos trabalhistas conquistados em décadas de lutas mobilizações e reafirma que as classes privilegiadas da sociedade brasileira "jamais pagaram o pato".

Lembram ainda que as classes empresariais brasileiras vêm contando com diversas medidas baixadas pelo governo federal há mais de uma década - como redução e isenção de impostos, programas de incentivos etc. e que "pela tradição da elite burguesa empresarial deste país, quem sempre paga o pato é a classe trabalhadora."

Por fim, os trabalhadores declaram sua defesa pela legalidade democrática em que "pressupõe-se a alternância de poder, mas, pela legítima vontade popular, exercida pelo voto, em momento próprio, em eleições regularmente convocadas, e não pelo golpe", contra o qual adianta que manterão-se em vigília e mobilização permanente.

 

Leia a íntegra:

A FEM-CUT/SP agrega atualmente 13 sindicatos e representa mais de 200 mil trabalhadores e trabalhadoras do ramo metalúrgico em todo o Estado, e sente neste momento, a necessidade de externar a sua opinião a respeito da postura da Fiesp, nessa onda de golpismo propagada pela mídia que agita atualmente o nosso País.

Primeiramente tem-se no contexto da nossa trágica história de ditadura, implementada pelo golpe militar de 64, e nos estudos da Comissão Nacional da Verdade, que a Fiesp foi uma grande apoiadora desse regime de exceção, quando, durante todo o período, parte da classe empresarial brasileira, destacando-se a paulista, se beneficiaram desse regime, cresceram vertiginosamente e viraram potências empresariais, enquanto a maioria da classe trabalhadora foi relegada à penúria e ao empobrecimento generalizado, formando-se enormes bolsões de miséria por todo o Brasil.

Neste sentido, diz a história contemporânea de nossa pátria, que a Fiesp, representante da elite burguesa e empresarial paulista e paulistana, preocupada em só defender o capital, deu apoio ao golpe e ao regime ditador militar, que perdurou de 64 a 85, e no auge da sua repressão, abriu as suas portas para reuniões de empresários, visando arrecadar dinheiro para financiar a "Operação Bandeirante", uma das organizações militares mais violenta e sanguinária, custeada por empresários do Estado.

Há, inclusive, registro da presença do coordenador de empresários paulistas nas seções de torturas sob o comando de tal "operação", e sabe-se que por ali passaram mais de dez mil presos políticos.

Portanto, este passado perverso da Fiesp deixou marcas ruins na sua história, e o golpe militar de 64 caiu de podre 21 anos depois, ficando registrado uma infinidade de atrocidades praticadas contra quem se opôs ao regime, tendo como lamentável resultado no fim da ditadura, um povo sofrido e pobre, um País endividado, submetido a humilhantes interferências do Fundo Monetário Internacional – (FMI).

Aquele golpe, que a Fiesp ajudou a concretizar e dele se beneficiou quando os seus representantes estiveram predominando no Poder, também arrasou a cultura brasileira, no momento em que prendeu e matou professores, jornalistas, ativistas sindicais e políticos, prendeu e torturou artistas e intelectuais, censurou as obras artísticas, literárias, teatrais, cinematográficas e musicais.  O golpe foi uma tragédia para a Nação!  Duas décadas absolutamente perdidas, centenas de vidas brutal e covardemente ceifadas!

Dito só isso, para não relembrar em detalhes os tempos torpes da nossa repugnante história de golpe, tem-se que esse ranço cruel de direita parece ter ficado impregnado na Fiesp, haja vista, a forma como se posiciona na política, sempre apoiando, ou, diretamente envolvida nas forças políticas mais reacionárias do Brasil, e sempre pronta à defender e bancar a qualquer custo, todo e qualquer tipo de projeto que visa precarizar ou extinguir os direitos sociais dos trabalhadores, e em vias de consequência, negar melhores condições de vida à toda sociedade menos favorecida deste País.

Tem-se que os aliados políticos da Fiesp são da qualidade do Eduardo Cunha, a quem a Fiesp "beijou-lhe as mãos" para colocar em pauta com urgência o PL 4330, ou seja, o projeto da terceirização.  Então, o que está por trás do pato da Fiesp?

A Fiesp quer a terceirização de todas as atividades produtivas, (atividade meio, e atividade fim); quer acabar com os direitos sociais; quer aumentar o lucro patronal com a redução dos custos das empresas, arrancados das costas dos trabalhadores; quer rebaixar salários; quer acabar com direitos convencionais; quer comprometer os fundos públicos essenciais já consagrados no nosso direito, tais como o FGTS e a Previdência Social, e por fim, quer disfarçar a informalidade com a "pejotização" das relações de trabalho, enfraquecendo os sindicatos de trabalhadores.

Agora, a Fiesp que atualmente é presidida por um reacionário político de direita, que não tem empresa, portanto, não deveria ter a legitimidade de sua classe, aparece com um ridículo "pato amarelo", sem olho e sem bico, gordo feito um burguês inerte viciado em guloseimas, postado em frente à sua sede, e que viaja constantemente para se exibir em manifestações até na Capital Federal, numa defesa ferrenha por um novo golpe, sobre o slogan: "não vou pagar o pato".

Mas na verdade a Fiesp, e grande parte da elite burguesa empresarial brasileira, nunca pagaram o pato, mas sempre se fartaram do pato, num apetite enorme, em diversos banquetes de patos, todavia, ainda não estão saciadas da comilança de patos, querem sempre novos cardápios de patos...  Mas pagar o pato??    Não!!   Não querem pagar o pato.

Pela tradição da elite burguesa empresarial deste país, quem sempre paga o pato é a classe trabalhadora.

Nos últimos 15 anos, a Fiesp e demais empresários tiveram "um belo menu de patos", ou seja,  uma série de benefícios do governo federal, tais como a desoneração da folha de pagamento; linha de crédito abundante à população para incrementar a indústria e o comércio, com isenção de Imposto sobre os produtos conhecidos como linha branca; redução do IPI para bens de capital; isonomia tributária entre produtos importados e nacionais; programa de financiamento às exportações; incentivos setoriais de apoio ao desenvolvimento tecnológico da indústria de semicondutores; desenvolvimento do setor siderúrgico, naval etc., com diversos apoios do BNDES, e por fim, isenção ou redução de impostos de toda ordem.

Então, como visto em resumo, a Fiesp e seus representados comeram diversos "patos". Mas não assumiram nenhuma contrapartida em prol da sua responsabilidade social, nunca se dispuseram em reduzir seus lucros, mas enquanto isso, o que fazem contra os trabalhadores?

Vejamos:

Praticam a rotatividade de mão de obra; - pedem ao Senado que suste os efeitos da NR 12 que trata da segurança de máquinas e equipamentos, o que deixa o trabalhador vulnerável a acidentes de trabalho de natureza grave; - apoiam a reforma da previdência, de modo que reduza o valor da aposentadoria e faça o empregado trabalhar até morrer de velhice; - efetuam demissão em massa; perseguem dirigentes sindicais; praticam o assédio moral, e, banalizam o uso dos interditos proibitórios, chamando a polícia militar para reprimir os trabalhadores nos casos de greve.

Nesta história toda, percebe-se que a Fiesp, na pessoa de quem ela representa, se deleita a todo tempo em banquete de patos, mas não quer pagar o pato, pois, como já dito, quem sempre paga o pato nesse País é o trabalhador.

E o que tem mais por trás desse pato da Fiesp?

Tem o interesse de fazer a sua classe burguesa retornar ao poder pelo golpe; o desejo de acabar com o projeto de um governo democrático e popular, que tirou mais de quarenta milhões de brasileiros da condição de miséria e ampliou a base da classe média; tem a intenção de acabar ou reduzir os direitos dos trabalhadores, e isto ocorrerá se os idealizadores do ridículo pato amarelo, conseguirem junto com a mídia golpista, consumar o golpe pelo uso ilegal e inconstitucional do impeachment.

Diante de todo exposto, e por mais que se percebe pelas reprováveis atitudes da Fiesp, a FEM-CUT/SP, conclama todos os seus dirigentes; todos os seus sindicatos filiados; todos os trabalhadores metalúrgicos de sua base territorial; e todos os cidadãos e cidadãs que deste texto vir a tomar conhecimento, que é preciso ficar atento, em vigília permanente, pois, esse pato traz intenções perversas, intenções da Fiesp, dos empresários e da elite burguesa, todos interessados em colocar a classe trabalhadora de joelhos, eles querem retornar ao poder pelo golpe.

É certo que num sistema político democrático, pressupõe-se a alternância de poder, mas, alternância de poder pela legítima vontade popular, exercida pelo voto, em momento próprio, em eleições regularmente convocadas, e não pelo golpe.

Por último, a Fiesp tomou abertamente a posição de defender o golpe; embandeirou eletronicamente a sua sede com faixa pedindo "renuncia já", distribuiu marmitas com "filé mignon" no dia da manifestação pelo golpe; saiu às ruas com o pato amarelo, dizendo que "não vai pagar o pato", e os trabalhadores, que sempre pagaram o pato, estão indo às ruas, para defender a democracia; o Estado Democrático de Direito; a Dignidade da Pessoa Humana; os direitos sociais dos trabalhadores, as Garantias Fundamentais do povo brasileiro, e, sobre tudo lutar contra o golpe.

A FEM-CUT/SP e todos os seus sindicatos repudiam essa atitude da Fiesp. Com os sindicatos e trabalhadores unidos, não vai ter golpe, vai ter luta! Mantém-se alerta agora e sempre.

FEM-CUT/SP, 29 de março de 2016

Título: Metalúrgicos da CUT repudiam campanha da Fiesp: 'O que está por trás do pato?', Conteúdo: A Federação dos Metalúrgicos ligados à CUT de São Paulo (FEM-CUT/SP) divulgou na noite de ontem (29) manifesto em que contesta e repudia a postura adotada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na construção do golpe que visa destituir a presidenta Dilma Rousseff do cargo conquistado pela expressão do voto popular, nas eleições de 2014. Na nota, os trabalhadores lembram que a entidade que representa diversas associações patronais repete agora o papel que cumpriu como colaboradora dos ataques à legalidade democrática que culminaram no golpe militar de março de 1964, do qual foi grande beneficiária: "grande apoiadora desse regime de exceção", diz o comunicado. Os metalúrgicos afirmam que a real intenção da entidade atualmente presidida por Paulo Skaff tem por objetivo, ao apoiar abertamente o impeachment de Dilma, atacar direitos trabalhistas conquistados em décadas de lutas mobilizações e reafirma que as classes privilegiadas da sociedade brasileira "jamais pagaram o pato". Lembram ainda que as classes empresariais brasileiras vêm contando com diversas medidas baixadas pelo governo federal há mais de uma década - como redução e isenção de impostos, programas de incentivos etc. e que "pela tradição da elite burguesa empresarial deste país, quem sempre paga o pato é a classe trabalhadora." Por fim, os trabalhadores declaram sua defesa pela legalidade democrática em que "pressupõe-se a alternância de poder, mas, pela legítima vontade popular, exercida pelo voto, em momento próprio, em eleições regularmente convocadas, e não pelo golpe", contra o qual adianta que manterão-se em vigília e mobilização permanente.   Leia a íntegra: A FEM-CUT/SP agrega atualmente 13 sindicatos e representa mais de 200 mil trabalhadores e trabalhadoras do ramo metalúrgico em todo o Estado, e sente neste momento, a necessidade de externar a sua opinião a respeito da postura da Fiesp, nessa onda de golpismo propagada pela mídia que agita atualmente o nosso País. Primeiramente tem-se no contexto da nossa trágica história de ditadura, implementada pelo golpe militar de 64, e nos estudos da Comissão Nacional da Verdade, que a Fiesp foi uma grande apoiadora desse regime de exceção, quando, durante todo o período, parte da classe empresarial brasileira, destacando-se a paulista, se beneficiaram desse regime, cresceram vertiginosamente e viraram potências empresariais, enquanto a maioria da classe trabalhadora foi relegada à penúria e ao empobrecimento generalizado, formando-se enormes bolsões de miséria por todo o Brasil. Neste sentido, diz a história contemporânea de nossa pátria, que a Fiesp, representante da elite burguesa e empresarial paulista e paulistana, preocupada em só defender o capital, deu apoio ao golpe e ao regime ditador militar, que perdurou de 64 a 85, e no auge da sua repressão, abriu as suas portas para reuniões de empresários, visando arrecadar dinheiro para financiar a "Operação Bandeirante", uma das organizações militares mais violenta e sanguinária, custeada por empresários do Estado. Há, inclusive, registro da presença do coordenador de empresários paulistas nas seções de torturas sob o comando de tal "operação", e sabe-se que por ali passaram mais de dez mil presos políticos. Portanto, este passado perverso da Fiesp deixou marcas ruins na sua história, e o golpe militar de 64 caiu de podre 21 anos depois, ficando registrado uma infinidade de atrocidades praticadas contra quem se opôs ao regime, tendo como lamentável resultado no fim da ditadura, um povo sofrido e pobre, um País endividado, submetido a humilhantes interferências do Fundo Monetário Internacional – (FMI). Aquele golpe, que a Fiesp ajudou a concretizar e dele se beneficiou quando os seus representantes estiveram predominando no Poder, também arrasou a cultura brasileira, no momento em que prendeu e matou professores, jornalistas, ativistas sindicais e políticos, prendeu e torturou artistas e intelectuais, censurou as obras artísticas, literárias, teatrais, cinematográficas e musicais.  O golpe foi uma tragédia para a Nação!  Duas décadas absolutamente perdidas, centenas de vidas brutal e covardemente ceifadas! Dito só isso, para não relembrar em detalhes os tempos torpes da nossa repugnante história de golpe, tem-se que esse ranço cruel de direita parece ter ficado impregnado na Fiesp, haja vista, a forma como se posiciona na política, sempre apoiando, ou, diretamente envolvida nas forças políticas mais reacionárias do Brasil, e sempre pronta à defender e bancar a qualquer custo, todo e qualquer tipo de projeto que visa precarizar ou extinguir os direitos sociais dos trabalhadores, e em vias de consequência, negar melhores condições de vida à toda sociedade menos favorecida deste País. Tem-se que os aliados políticos da Fiesp são da qualidade do Eduardo Cunha, a quem a Fiesp "beijou-lhe as mãos" para colocar em pauta com urgência o PL 4330, ou seja, o projeto da terceirização.  Então, o que está por trás do pato da Fiesp? A Fiesp quer a terceirização de todas as atividades produtivas, (atividade meio, e atividade fim); quer acabar com os direitos sociais; quer aumentar o lucro patronal com a redução dos custos das empresas, arrancados das costas dos trabalhadores; quer rebaixar salários; quer acabar com direitos convencionais; quer comprometer os fundos públicos essenciais já consagrados no nosso direito, tais como o FGTS e a Previdência Social, e por fim, quer disfarçar a informalidade com a "pejotização" das relações de trabalho, enfraquecendo os sindicatos de trabalhadores. Agora, a Fiesp que atualmente é presidida por um reacionário político de direita, que não tem empresa, portanto, não deveria ter a legitimidade de sua classe, aparece com um ridículo "pato amarelo", sem olho e sem bico, gordo feito um burguês inerte viciado em guloseimas, postado em frente à sua sede, e que viaja constantemente para se exibir em manifestações até na Capital Federal, numa defesa ferrenha por um novo golpe, sobre o slogan: "não vou pagar o pato". Mas na verdade a Fiesp, e grande parte da elite burguesa empresarial brasileira, nunca pagaram o pato, mas sempre se fartaram do pato, num apetite enorme, em diversos banquetes de patos, todavia, ainda não estão saciadas da comilança de patos, querem sempre novos cardápios de patos...  Mas pagar o pato??    Não!!   Não querem pagar o pato. Pela tradição da elite burguesa empresarial deste país, quem sempre paga o pato é a classe trabalhadora. Nos últimos 15 anos, a Fiesp e demais empresários tiveram "um belo menu de patos", ou seja,  uma série de benefícios do governo federal, tais como a desoneração da folha de pagamento; linha de crédito abundante à população para incrementar a indústria e o comércio, com isenção de Imposto sobre os produtos conhecidos como linha branca; redução do IPI para bens de capital; isonomia tributária entre produtos importados e nacionais; programa de financiamento às exportações; incentivos setoriais de apoio ao desenvolvimento tecnológico da indústria de semicondutores; desenvolvimento do setor siderúrgico, naval etc., com diversos apoios do BNDES, e por fim, isenção ou redução de impostos de toda ordem. Então, como visto em resumo, a Fiesp e seus representados comeram diversos "patos". Mas não assumiram nenhuma contrapartida em prol da sua responsabilidade social, nunca se dispuseram em reduzir seus lucros, mas enquanto isso, o que fazem contra os trabalhadores? Vejamos: Praticam a rotatividade de mão de obra; - pedem ao Senado que suste os efeitos da NR 12 que trata da segurança de máquinas e equipamentos, o que deixa o trabalhador vulnerável a acidentes de trabalho de natureza grave; - apoiam a reforma da previdência, de modo que reduza o valor da aposentadoria e faça o empregado trabalhar até morrer de velhice; - efetuam demissão em massa; perseguem dirigentes sindicais; praticam o assédio moral, e, banalizam o uso dos interditos proibitórios, chamando a polícia militar para reprimir os trabalhadores nos casos de greve. Nesta história toda, percebe-se que a Fiesp, na pessoa de quem ela representa, se deleita a todo tempo em banquete de patos, mas não quer pagar o pato, pois, como já dito, quem sempre paga o pato nesse País é o trabalhador. E o que tem mais por trás desse pato da Fiesp? Tem o interesse de fazer a sua classe burguesa retornar ao poder pelo golpe; o desejo de acabar com o projeto de um governo democrático e popular, que tirou mais de quarenta milhões de brasileiros da condição de miséria e ampliou a base da classe média; tem a intenção de acabar ou reduzir os direitos dos trabalhadores, e isto ocorrerá se os idealizadores do ridículo pato amarelo, conseguirem junto com a mídia golpista, consumar o golpe pelo uso ilegal e inconstitucional do impeachment. Diante de todo exposto, e por mais que se percebe pelas reprováveis atitudes da Fiesp, a FEM-CUT/SP, conclama todos os seus dirigentes; todos os seus sindicatos filiados; todos os trabalhadores metalúrgicos de sua base territorial; e todos os cidadãos e cidadãs que deste texto vir a tomar conhecimento, que é preciso ficar atento, em vigília permanente, pois, esse pato traz intenções perversas, intenções da Fiesp, dos empresários e da elite burguesa, todos interessados em colocar a classe trabalhadora de joelhos, eles querem retornar ao poder pelo golpe. É certo que num sistema político democrático, pressupõe-se a alternância de poder, mas, alternância de poder pela legítima vontade popular, exercida pelo voto, em momento próprio, em eleições regularmente convocadas, e não pelo golpe. Por último, a Fiesp tomou abertamente a posição de defender o golpe; embandeirou eletronicamente a sua sede com faixa pedindo "renuncia já", distribuiu marmitas com "filé mignon" no dia da manifestação pelo golpe; saiu às ruas com o pato amarelo, dizendo que "não vai pagar o pato", e os trabalhadores, que sempre pagaram o pato, estão indo às ruas, para defender a democracia; o Estado Democrático de Direito; a Dignidade da Pessoa Humana; os direitos sociais dos trabalhadores, as Garantias Fundamentais do povo brasileiro, e, sobre tudo lutar contra o golpe. A FEM-CUT/SP e todos os seus sindicatos repudiam essa atitude da Fiesp. Com os sindicatos e trabalhadores unidos, não vai ter golpe, vai ter luta! Mantém-se alerta agora e sempre. FEM-CUT/SP, 29 de março de 2016



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